A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) teve uma participação expressiva na Audiência Pública com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os membros da diretoria da entidade acompanharam atentamente os debates, contribuindo sobremaneira no processo de articulação e mobilização em defesa de investimentos para a BR-153.
A ACIC teve uma importante contribuição para garantir a realização da Audiência em Concórdia, visando discutir especificamente a necessidade de melhorias na BR-153 - uma rodovia estratégica para o desenvolvimento econômico da região. As lideranças regionais: prefeitos, vereadores e presidentes de entidades lotaram as dependências do auditório do Hotel Alvorada.
Na oportunidade, a ANTT reiterou as informações que já havia anunciado durante a Audiência Pública desenvolvida em Brasília. O processo de concessão da BR-153 não prevê obras significativas para a região de Concórdia, porém, projeta a cobrança de pedágio, mesmo sem a previsão dos investimentos pleitados pela comunidade regional.
As lideranças da região, dentre elas, o 1º vice-presidente da ACIC, Roberto Canesso, que se manifestou na Audiência Pública, contestaram o projeto apresentado pela ANTT, destacando que os inexpressivos investimentos previstos não atendem às necessidades da região e precisam ser revistos urgentemente.
“Discordamos veementemente com o projeto apresentado pela ANTT. Entendemos que a falta de investimentos na BR-153 significa um verdadeiro descaso com a região. Não aceitamos em hipótese alguma e vamos continuar lutando (com todas as nossas forças) para que a BR-153 receba os investimentos compatíveis com a enorme contribuição que a nossa região oferece ao desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil, principalmente, através do agronegócio”, destacou Canesso, acompanhado pelo presidente da ACIC, Claudiomiro Vieira e pelo 2º vice-presidente, Edson Argenton.
Confira alguns trechos do pronunciamento do 1º vice-presidente da ACIC
“Quero deixar claro que não aceitamos a privatização da BR-153 sem que estejam garantidas, de forma concreta e por escrito, as melhorias que esta rodovia necessita há décadas”.
“Os governos federal e estadual precisam olhar para esta região e reconhecer a situação de calamidade em que se encontra a BR-153. Basta atravessar a Ponte do Rio Uruguai em direção a Erechim para perceber a diferença. A rodovia é a mesma BR-153. Então, por que a realidade é tão diferente?”
“A pergunta é simples: por que a BR-153, entre a Ponte do Rio Uruguai e o Trevão de Irani, permanece abandonada? Qual é o motivo dessa desigualdade? Por que nossa região continua esperando há mais de cinco décadas?”
“Nossa posição é clara: só aceitaremos a privatização se todas essas melhorias estiverem previstas contratualmente. Queremos a duplicação onde for necessária, implantação de vias marginais, construção de trevos modernos e seguros, passarelas, acessos adequados e uma infraestrutura igual ou superior à existente em outras regiões do Sul do país”.
“Estamos tratando de um assunto sério. Não se trata apenas de infraestrutura, mas de segurança, desenvolvimento regional e preservação de vidas. Por isso, reafirmamos: não aceitaremos a privatização da BR-153 sem que todas essas obras estejam garantidas, por escrito, no contrato de concessão. O Oeste de Santa Catarina merece respeito”.
O que a região defende
O projeto do Lote 1, com extensão de 515,35 km, prevê a duplicação final de aproximadamente 104 km, o que representa apenas 20,2% de todo o corredor. Todo o trecho duplicado está concentrada na BR-470, deixando a BR-153 com ZERO km de duplicação.
As entidades defendem a inclusão de duplicações na BR-153, especialmente nos segmentos de maior fluxo de veículos e maior índice de acidentes, complementadas por terceiras faixas nos demais trechos críticos, garantindo uma infraestrutura compatível com a importância econômica desse corredor logístico.
Além disso, a ACIC e as demais entidades solicitam a construção de um elevado no acesso principal de Concórdia, proporcionando maior segurança, redução de conflitos entre o trânsito urbano e rodoviário e melhoria da fluidez do tráfego.
Implantação de vias marginais
Execução de vias marginais entre os quilômetros 93 e 102 da BR-153, permitindo a separação do tráfego urbano do tráfego de longa distância.
Remodelação dos trevos
Adequação completa dos acessos às localidades de:Tamanduá; Peritiba; Pinhal; Linha Aparecida; Barra do Bonita; Rancho Grande, entre outros. As obras deverão contemplar melhoria da geometria, ampliação da capacidade e aumento da segurança.
Construção de passarelas
Realização de estudo técnico visando à implantação de duas ou três passarelas para pedestres nos trechos urbanos da BR-153 em Concórdia. O crescimento urbano fez com que diversos bairros passassem a ser separados pela rodovia. Diariamente moradores, trabalhadores e estudantes precisam atravessar a pista em nível, expondo-se ao risco de atropelamentos. A implantação das passarelas proporcionará maior segurança, integração entre bairros e melhor fluidez do tráfego.
Implantação de pátio de parada para caminhões
Construção de área de parada e descanso compatível com o intenso fluxo de veículos de carga da região. A medida atenderá à legislação referente à jornada dos motoristas profissionais, reduzirá o estacionamento irregular ao longo da rodovia e aumentará a segurança viária.
Implantação de pórticos de cobrança fora das áreas urbanas
Caso seja adotado o sistema eletrônico de cobrança (Free Flow), solicita-se que os pórticos sejam instalados fora dos perímetros urbanos dos municípios. A medida evitará que deslocamentos urbanos cotidianos sejam tarifados, preservando a mobilidade da população local.Também garantir que veículos da cidade de Concórdia que circulam no dia a dia tenham diferenciação ou até extinção do custo do pedágio.
Implantação de terceiras faixas
Construção de terceiras faixas nos trechos de maior volume de tráfego e nos segmentos com aclives acentuados, aumentando a capacidade da rodovia e reduzindo riscos de acidentes.