A Prefeitura de Concórdia assinou, na manhã de sexta-feira (4), no Centro Cultural, a ordem de serviço para a elaboração de um estudo técnico completo sobre as alternativas para enfrentar as cheias no município. A contratação faz parte do projeto “Concórdia Resiliente: Águas do Futuro – Plano Estratégico de Prevenção e Redução de Inundações”.
O trabalho será desenvolvido pela Algatec, empresa especializada de Minas Gerais, que terá 180 dias para entregar o estudo ao município. A proposta é reunir informações técnicas que permitam avaliar diferentes soluções para reduzir os impactos das inundações em Concórdia. O custo da contratação é de R$ 108 mil.
A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) apoia a iniciativa da Administração Municipal. Para o presidente da entidade, Claudiomiro Vieira, o estudo é essencial para apontar novas medidas para mitigar os alagamentos. “A ACIC apoia esse movimento do Poder Público Municipal para minimizar as consequências das fortes chuvas, que ocorrem com certa frequência e que podem provocar alagamentos, trazendo prejuízos significativos para a nossa comunidade”, assinala.
O 1º vice-presidente da ACIC, Roberto Canesso, pontua que o estudo técnico é o melhor caminho para apontar as soluções para o problema dos alagamentos. “O estudo técnico é um importante norteador das ações necessárias para combater alagamentos e enxurradas. É, sem dúvida, uma excelente iniciativa”, acrescenta.
O 2º vice-presidente da ACIC, Edson Argenton, enaltece a preocupação da Administração Municipal com a temática. “Temos visto uma importante mobilização do Poder Público acerca desta problemática. Acreditamos ser de grande relevância as medidas para essa área”, finaliza.
Canal Extravasor
Entre as possibilidades que deverão ser analisadas está a construção de um canal extravasor, com a definição de possíveis locais e custos. Outra alternativa que será estudada é o aprofundamento do leito do Rio dos Queimados, ou ainda a implantação de pequenas e microrrepresas nos afluentes, considerando os possíveis impactos e a capacidade dessas estruturas.
A intenção da Prefeitura é não adotar uma solução de forma isolada antes de conhecer, com base em estudos técnicos, as alternativas disponíveis, seus impactos e os investimentos necessários.
Durante a assinatura da ordem de serviço, foi destacado que o levantamento deverá servir como base para uma futura discussão envolvendo o poder público, Câmara de Vereadores, entidades e a comunidade.